terça-feira, 15 de abril de 2014

Antônio Gonçalves Padilha

Notas Genealógicas:

No interesse de divulgar material genealógico encontrado nas minhas pesquisas sobre a região de Vacaria, vou incluir dados sobre os primeiros povoadores da região oeste da serra , genericamente chamada de Cima da Serra,  que originalmente fazia parte da região da Vacaria dos Pinhais e posteriormente, pela imensidão do território, foi sendo desmembrado para melhor administração do mesmo.

1- Antônio Gonçalves Padilha foi um tropeiro e pioneiro povoador do território do Rio Grande do Sul, nascido em Curitiba, que veio residir na região de São Francisco de Paula ( Cima da Serra), onde tomou posse de terras e participou do comércio de gado e cavalos. Ele e vários outros indivíduos foram os aventureiros que vieram, muitos ainda jovens, de vilas estabelecidas perto do Caminho das Tropas, como Curitiba, Paranaguá, Castro e região de São Paulo, para negociar com tropas de gado e cavalos e acabaram consolidando vida e família no sul do país. Era natural de Curitiba, Matriz Nossa Senhora da Luz, nascido em  25 de outubro de 1726 (Livro de batismos de livres de 1715/1737 de Curitiba, F 44v ), falecido em Cima da Serra a 19-10-1788¹.

Assento de batismo: Antônio, filho de Domingos Gonçalves Padilha e de Ana de Melo Coutinho, e os padrinhos Manoel Gonçalves Padilha e Anna ...[ilegível], batizado em vinte...[ilegível] (e cinco) de outubro de 1726 (Folha 44v do livro de batismos de Livres de 1715/1737), de  Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Curitiba.

Certidão de óbito de Antônio Gonçalves Padilha :“Aos 19 dias do mês de outubro de 1788, faleceu de vida presente Antônio Gonçalves Padilha, viúvo e natural de Curitiba, sem sacramento por ser morto de um tiro na sua roça do mato e lá foi sepultado e lhe disse a missa de corpo presente e foi recomendado; não fez testamento e teria de idade 70 anos, pouco mais ou menos, que para constar fiz este assento. O vigário Inácio Alves Machado. E nada mais se continha no dito assento de óbito, que bom e fielmente copiei do próprio livro a que me reporto, que em meu poder fica, que passei(...) por mim escrita e assinada nesta Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira da Vacaria, em 6 de junho de 1814.” Assina o vigário Marcellino Carvalho da Motta e ele relata que fez a cópia do Livro de Assento de Óbitos da Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira da Vacaria, à folha 31, livro este que não existe mais.²

Era filho de Domingos Gonçalves Padilha, nascido em 1697, Paranaguá, PR; falecido em 23-08-1747, em Tamanduá, PR. ( Negrão,Vol III, pg575); e de   Anna de Melo Coutinho- natural de Paranaguá,( ou de Curitiba, segundo alguns autores) PR, falecida em 09-04-1777, Curitiba, PR. Neto paterno de Manoel Gonçalves de Siqueira- nascido na Ilha S. Sebastião, SP, falecido em 11-09-1729, Curitiba, PR. Viveu em Paranaguá, PR; casou com Paula Rodrigues de França, natural de Paranaguá, PR, falecida em 17-06-1753, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Curitiba, PR. (Negrão, Vol III,pg 574); pode ter nascido em Santos, SP. Neto materno de Francisco de Mello Coutinho, natural de SP e Izabel Luis Tigre, natural de Curitiba – PR. Segundo informação de Roselys Roderjan, Izabel Luiz Tigre, faleceu 21.12.1739, com 70 anos, viúva. Anna recebeu do Cap. Antônio Luiz Tigre, seu irmão, como dote por ter contratado casamento com Domingos, uma sesmaria de 1/2 légua no Rio Verde e casas em Curitiba. Sua sogra fez doação em 28.12.1731 de 750 braças de terras no Biriguy.

Notas da pesquisadora:
1- A data encontrada no assento de óbito de Padilha (19/10/1788) é diferente da encontrada no inventário (10/10/1788) difundida pelos pesquisadores. O assento de óbito de Padilha foi encontrado em um processo judicial  da cidade de Santo Antônio da Patrulha de 1814. Segundo relato do filho e inventariante José Raimundo Pinheiro ,no seu processo de inventário, Padilha teria falecido com 80 anos, em 10/10/1788, o que é um equívoco, pois segundo cálculo pelo seu assento de batismo,(descrito acima) teria 62 anos e não os 80 citados pelo filho.
2-O pedido do assento de óbito no processo foi feito pela filha Anna Gonçalves Coutinho (França) e incluído no processo que o Alferes José Rodrigues de Figueiredo movia contra Antônio Gonçalves Padilha, por uma dívida do último com o alferes, desde antes do falecimento de Padilha. Um sítio em Santo Antonio da Patrulha,(pertencente à Padilha) com 78 pés de laranjeira, 1 casa de palha, 1 roça no mato,  foi posto em penhora por requerimento do Alferes José Rodrigues de Figueiredo, em 9 de agosto de 1786, e não houve interessados na compra , o que ficou registrado em 30 de novembro de 1786.
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Antecedentes de Antonio Gonçalves Padilha:

Avós paternos
Manuel Gonçalves de Siqueira casado com Paula Rodrigues França
Pais de 9 filhos:
 F1- Domingos Gonçalves Padilha
 F2- Josefa Rodrigues Gonçalves, casada com Manuel da Rocha Carvalhais
 F3- Catarina de Melo Coutinho, casada com Brás Domingues Veloso
 F4- Ana Gonçalves Coutinho, casada com Pedro de Siqueira Cortes
 F5- Maria
 F6- João
 F7- Francisco Gonçalves Siqueira
 F8- Manuel Ferreira de Souza
 F9- Helena Rodrigues Coutinho, casada com Manuel Rodrigues da Mota


Pais de Antonio G. Padilha: 
Domingos Gonçalves Padilha casado com Ana de Mello Coutinha (dados abaixo pesquisados no site Family Search)- 
Pais de 10 filhos:
F1- Cap. Antônio Gonçalves Padilha, nascido em 25/10/1726( LBatismos de livres 1715/1737, Curitiba, F 44v)
F2- Leocádia Gonçalves Coutinha, nasc 27/03/1728, casou em 24/11/1744 com Manoel Gonçalves dos Reis, filho de Domingos Fagundes (dos Reis) e Maria Ribeira (de Gusmão)
F3- Maria da Penha França, nasc 16/08/1729 , casou em 10/02/1750 com Salvador Martins de Siqueira, filho de Francisco de Anhaja e de Maria Martins de Ramos
F4- Felipe Gonçalves Padilha, nasc 01/05/1731, casou em 18/01/1751 com Inácia Ribeiro de Gusmão, filha de Domingos Fagundes dos Reis e Maria Ribeiro de Gusmão
F5- Vitória Rodrigues de França ( ou Rodrigues Padilha),nasc em 08/07/1733, casou em 21.9.1751 com Francisco Rodrigues Barbosa, fal. 1º/7/1800, em São José dos Pinhais filho de Francisco Rodrigues Coura e de Lucrecia Leme de Brito, naturais da Vila de Santo Antônio de Pádua de Guaratinguetá, SP.
F6- Joana Gonçalves Coutinha, nasc 28/01/1735, casou em 21/07/1749 com João Fagundes (dos Reis), filho de Domingos Fagundes e Maria Ribeiro de Gusmão.
F7- Ângelo Gonçalves Padilha, nasc em 20/12/1736, casado em 25 de maio de 1776 com Ana Joaquina do Nascimento, filha de João Gonçalves da Costa e Joana Francisca de Souza
F8- Inácio, nasc em 26/04/1738
F9- Francisco Gonçalves Padilha nasc em 27/01/1740
F10- Isabel Rodrigues Coutinha, nasc em 15/06/1743, casou em 21/05/1758 com Antonio de Oliveira, filho de Inácio Bueno e Luzia Cardoza

Obs: os nascimentos acima foram pesquisados no site FamilySearch pela pesquisadora, fazendo-se a busca por nome, e não constando no registro disponibilizado pelo site o nº do livro e folha referente. Matriz Nossa Senhora da Luz de Curitiba.



Antônio Gonçalves Padilha foi casado com Águeda Vieira Pinheiro,nascida em data ignorada,  falecida em 23/09/1777, filha de José Pinheiro de Melo, ("Presença Açoriana em Santo Antônio da Patrulha", pesquisa de Moacyr Domingues, p.152), inventariado em 1764, e de Venturosa Garcia, falecida em 15/10/1788(Errou Sebastião Oliveira, em Aurorescer, ao dar sua data de falecimento como 1790).
Note-se a coincidência dos falecimentos com dias de diferença, de Venturosa,em 15 de outubro de 1788 e o de Antonio Padilha, em 19 de outubro do mesmo ano.

O dote de casamento de Águeda foi o seguinte:
"Um sítio com sua propriedade de casas cobertas de capim, curraes e lavouras e várias árvores ,(...) mais 5 escravos,a saber, Manoel, moleque, de nação Cabo Verde, Rosa, de nação Banguela, como dois filhos pequenos, chamados Francisco e Gonçalo, e uma crioulinha chamada Germana, de idade de 5 anos, e mais 33 reses das da marca deste sítio a Antonio Gonçalves Padilha, na ocasião em que o dito se tratou a casar-se com a nossa filha, Águeda Vieira, com a condição , porém, de ser , tanto eu como o dito marido, conservados no dito sítio enquanto formos vivos e por (ilegível)fazer o dito nosso genro os benefícios devidos por nossas almas(...)-Viamão,17 de janeiro de 1764". Doação registrada em cartório pela mãe da noiva, Venturosa Garcia.(L 5 Transmissões e Notas de Porto Alegre,1779/1780,fl 11,11v)

*José Pinheiro de Melo, sogro de Antônio Gonçalves Padilha *( na Revista do IHGRS, do 3° Trimestre de 1943  (pg16), em pesquisa de Manoel Duarte, consta que aparecia na lista de Fronteiros de 1735; chamado de José de Melo, ou José Pinheiro);  Pai ainda de Lourença Correia de Bonsucesso, Josefa Pinheiro de Melo e Rita Maria, ambas naturais de Laguna – SC, filhas da parda forra Sebastiana Correia, natural de Laguna,SC.* . Recebeu sesmaria e povoou nas Lombas, perto do Rio dos Sinos, carta de sesmaria em 1754, seu inventário foi autuado em Porto Alegre a 24-03-1764, sendo inventariante a viúva Venturosa; o único bem imóvel partilhado foi um sítio com seus campos, casas cobertas de capim, arvoredos e currais, avaliado em 150$000; 
 Ele casa com Venturosa Garcia (nascida em 1708, Açores, falec. 15-10-1788, Sto Antonio da Patrulha,- viúva, com 80 anos, L1 de óbitos de SAP, F 34v , RS.) Existe menção a um filho homem, José Pinheiro, em um rol de confessados de Viamão, de 1756, dado como ausente na ocasião da visita do padre e não mais mencionado nos outros róis existentes. Não foi encontrado registro deste filho nas paróquias de Viamão , Santo Antonio da Patrulha ou Vacaria. 

Águeda Vieira Pinheiro, falec. 23-09-1777, em S. Francisco de Paula, RS.  Foi batizada "nestes campos quando estava sujeito à vila de Laguna este continente pelo Padre Mateus”. Por herança tinha uns campos em Cima da Serra (S Francisco de Paula), no lugar chamado Reserva.(Presença Açoriana, Moacyr Domingues, pg 155)
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    Descendentes de Antônio Gonçalves Padilha:

Os filhos de Antonio Gonçalves Padilha listados no inventário foram:( inventário de Padilha foi autuado a 23-9-1789) /APERS

1- Ana Gonçalves Coutinha- [ Filha* de Antonio G. Padilha e Josefa Maria,(escrava de Antonio Gonçalves Padilha, nat do RJ], nascida em 25/3/1761, em Curitiba, ( L Batismos 1737/1764,Registros de pretos e carijós, F 158, Matriz de Curitiba), casada com Manoel Francisco Pires e filho batizado em 1781 , em Vacaria.
*Antonio Padilha declarou em 1763, como testemunha em Habilitação de casamento de uma escrava sua, em Viamão, ser solteiro.(Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre, contribuição de Diego Pufal)). Portanto a filha nascida em 1761, foi filha natural.
2- Anna Gonçalves (Vieira) [casada com Antonio Manoel Velho ]
3- Páscoa Gonçalves (do Espírito Santo) -1774/1865 [ casada com Ângelo Correa de Morais]
4- Manoel Francisco Coutinho- 24 anos-[ nascido 1764, sem comprovação documental ] teve filho com escrava Joaquina Maria do Nascimento: -Manuel Joaquim Padilha, pardo forro, nat de São Francisco de Paula de Cima da Serra, casou em Sto Amaro a 18-9-1814 (1C-91) com a índia Guarani Inocência Maria, ali nascida, filha de Casimiro Pinto e Joana Maria [porém não encontrei comprovação destes dados]
5- José Raimundo Pinheiro com 23 anos –[nascido 1765] não foram encontrados registros sobre este filho
6- Joaquim [ilegivel][ Gonçalves] de 18 anos- [nascido 1770]
7- João [ilegível][ Gonçalves] de 13 anos –[nascido 1775] nat. de Vacaria, casou em Porto Alegre a 23-4-1811 (2C-62) com Felicidade Maria de Jesus, nat. de Viamão, filha de Benedito Matias de Azevedo e Delfina Maria de Jesus.

Também encontrei ( não estão discriminados no  inventário de Padilha)
 8-Feliciana [não achei registro para comprovar paternidade, embora seja filha comprovadamente  pelo processo movido pelo viúvo da mesma contra o espólio do falecido Padilha, anexado ao inventário do dito]* Félix Domingues Pais entrou com uma ação de libelo civel contra os herdeiros de Antonio Gonçalves Padilha requerendo parte da herança por ter se casado por carta com uma filha do falecido, de nome Feliciana Gonçalves, e lhe foi prometido 1 conto e 200 mil reis(de dote) e que ele não recebeu. E que falecendo a mulher dele, filha do falecido (Antonio Padilha), seus filhos( os netos) lhe tinham pedido direito à sua parte. Consta à folha 65v do inventário de Antonio Gonçalves Padilha, vol 1.
9- Leonardo, 11/02/1783* pardo forro, nascido em 11/02/1783, filho de Maria Fernandes (parda), casada com Francisco(pardo), [escravos de Antonio Gonçalves Padilha], batizado por forro ,livre,  disse Antonio Gonçalves Padilha, “por ser seu filho e ter disso certeza plena  e indubitável”. Livro 1 Batismos de Nossa Senhora da Oliveira da Vacaria,1770/1797- folha 33v
Existem relatos sobre outros filhos com escravas, porém não comprovados. Conforme se encontre comprovação em livros de registro de batismo, serão adicionados aqui posteriormente.

Sobre a filha Anna Padilha[ Ana Gonçalves Coutinho]
Data de batismo:        04 Apr 1761
Lugar do batismo:      Nossa Senhora da Luz da Catedral, Catedral, Curitiba, Paraná
Data de nascimento:  25 Mar 1761
Local de nascimento: Curitiba, Parana      
Nome do pai:  Antonio Gonçalves Padilha 
Nome da mãe:            Jozefa
Registros do site Family Search- "Brasil, Batismos, 1688-1935," index, FamilySearch (https://familysearch.org/pal:/MM9.1.1/XJZZ-1V3 : accessed 13 Feb 2014), Jozefa in entry for Anna Padilha, 25 Mar 1761.

Alguns pesquisadores têm confundido as duas filhas de Antonio Gonçalves Padilha, pois as duas têm o mesmo pré-nome e o sobrenome foi anotado de forma trocada em alguns assentos de batismo. Faltam também os registros(assentos de batismo, casamento e óbito) para melhor confirmação dos dados sobre Ana Gonçalves Vieira. Sabe-se, contudo,  que são duas Annas diferentes. A primeira, mais velha, Anna Gonçalves Coutinha(e às vezes, também, França), filha de uma escrava de Antônio, Josefa Maria e batizada com paternidade reconhecida de Antônio, conforme descrito no seu assento de batismo(LBatismos 17737/1764, F 158). A outra Anna, filha de Antônio Padilha,  e de Águeda Vieira, já falecida no inventário do marido, era Anna Gonçalves Vieira, que casou com Antônio Manuel Velho e foi residir na Fazenda dos Ausentes, em Bom Jesus.

Dote de Ana Gonçalves Coutinho, casada com Manuel Francisco Pires; (consta no inventário de Antonio Gonçalves Padilha- 1789- folha 23v) recebeu em dote "um pedaço de campo chamado Cambará, que tem de comprido três quartos de légua e de largo em partes um quarto de légua e em partes menos, sito no distrito de Cima da Serra, que parte com os campos de Miguel Pedroso Leite por um lado e por outro com campos de Antônio Manuel Velho", em cuja posse se achava a 2-6-1785, segundo o recenseamento, no citado aparece “que terá 4 léguas de comprido e 1 de largo” (AHRS, Fundo 1198 A e B), povoado com 200 reses, 12 cavalos e 4 éguas e 3 mulas. Ainda no dote recebeu 50 reses xucras e 50 éguas xucras, mais um casal de escravos (Folha 23v)


Dote de Ana Gonçalves Vieira por ocasião do seu casamento com Antonio Manuel Velho (consta no inventário de Antonio Gonçalves Padilha- 1789- folha 11v,12)- Recebeu 2 escravos de nome Francisco, 1 escravo de nome José, 1 escrava de nome Ana, 10 cavalos mansos, 30 touros, 50 éguas, 2 (cavalos) pastores, 20 terneiros, 128 novilhos, 1 légua de quadra dos campos de Santa Anna, 6 colheres e 6 garfos de prata no total de 1.338$000, um conto e 338 mil reis, do qual foi abatido a quantia de 565$315 que da legítima materna tocou à herdeira, restando a quantia líquida de 772$685 que recebeu de dote. Seu marido foi nomeado tutor dos órfãos em 1780, e depositário dos bens em 1789, e fez uma declaração, 1 ano após o início do inventário, que como depositário, tinha dado falta de 1 enxada, 1 foice, 3 machados, 2  frascos, 10 ovelhas, 3 burras, 49 cavalos mansos, que o inventariante, seu cunhado, José Raimundo Pinheiro (de 23 anos) deveria dar conta.
     
Nota- mais informações sobre este assunto no APERS, no fundo Inventários.

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